terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Empresa inova com leitor eletrônico a laser do código de barras

Empresa inova com versão sustentável de leitor eletrônico e quer faturar R$ 30 milhões em 2013




Márcio Fernandes/Estadão
Foto: Márcio Fernandes/Estadão

Nonus lançou modelo que gera uma economia de energia de 80% e espera faturar R$ 30 milhões em 2013

Empresa de Marcos Canola investe até R$ 1 milhão anualmente em pesquisa e desenvolvimento

Uma versão sustentável do leitor de cheques e código de barras é a principal aposta da empresa Nonus para 2013. Ao contrário do modelo anterior, o Handbank ECO não precisa ser ligado na tomada e funciona apenas com a conexão USB do computador, o que gera uma economia de energia de 80% em relação ao gasto do equipamento da geração passada. A empresa, que faturou R$ 25 milhões em 2012, espera crescer 20% e bater os R$ 30 milhões este ano.

A meta é colocar no mercado entre 30 mil e 40 mil unidades do novo modelo. E as 6 mil primeiras peças fazem parte do contrato fechado com o Banco do Brasil, no valor de R$ 3 milhões, conquistado por meio de licitação. O Handbank ECO faz parte da terceira geração de leitores da empresa e vai “aposentar” a segunda geração, já que o novo modelo não custa mais caro: R$ 550. 

A ideia da versão ecológica surgiu após a implantação da ISO 14001, a norma geral de práticas sustentáveis. Os sócios Marcos Canola e José Domingos Voidella passaram, então, a pensar em como melhorar os equipamentos. “Meu sócio teve a ideia de arrancar a fonte do produto, que é um ponto de tomada e de problema a mais”, relata o diretor comercial, Marcos Canola.

O desenvolvimento do novo modelo demorou cerca de um ano. “Cogitamos usar bateria, mas o que faríamos com a peça depois? O descarte seria mais uma preocupação. No fim, chegamos a um conjunto de componentes que se tornou eficiente”, afirma Canola. 

Para a pequena empresa permanecer no mercado e continuar crescendo, a Nonus investe entre R$ 700 mil a R$ 1 milhão anualmente em pesquisa e desenvolvimento, que envolve desde pesquisas internas e até acordos com institutos. “O grande desafio do pequeno empresário é empreender. Só que empreender requer riscos. E você colocar essas duas coisas na mesma balança é complicado, porque dependendo do risco que você assumir, você pode até acabar com o seu negócio”, pondera Canola. 

Na avaliação da pesquisadora do Programa Inovação na Cadeia de Valor, do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getúlio Vargas, Ana Coelho, é por meio da inovação que será possível endereçar soluções criativas para os desafios da sustentabilidade. “É importante incorporar cada vez mais a sustentabilidade como estratégia de mercado e fator de competitividade. Apenas atitudes isoladas de reciclagem ou ecoeficiência não são suficientes. O caminho para atingir os novos modelos de atuação empresarial, independentemente do porte da empresa, é por meio da inovação”, destaca Ana. 

Além disso, Ana pontua que as grandes empresas estão cada vez mais exigentes em relação ao tema. E as pequenas empresas fornecedoras que desenvolvem práticas, produtos e serviços com atributos de sustentabilidade se tornam mais competitivas. 

Clientela variada. A Nonus já comercializava o equipamento para as instituições financeiras quando visualizou a tendência da diminuição da ida às agências e realização das transações bancárias em casa. Foi assim que surgiu o Homebank, um leitor de código de barras que facilita o pagamento de contas pela internet, com preço médio de R$ 100.

“O foco do Homebank era o usuário final, mas o produto gerou interesse de pequenas e médias empresas. A partir de 2003, começamos a atender todos os mercados, desde o usuário final até um banco”, diz Canola.


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