quarta-feira, 24 de outubro de 2012

2015 Ano Internacional da Luz e da Fotônica


Ano Internacional da Luz em 2015 para celebrar 'Revolução Fotônica'




24 de outubro de 2012

O arco-íris ocupa um lugar central nas culturas de todo o mundo, mas sua beleza é ainda maior quando a ciência subjacente explica sua origem é apreciado - o que torna a escolha natural como um símbolo para o Ano Internacional da Luz,  observe o prosprecto da iniciativa



Bellingham, Washington, EUA - Uma proposta para estabelecer 2015 como o Ano Internacional da Luz ( IYOL - Internacional Years Of Light ) e aumentar a conscientização sobre o papel vital  das tecnologias baseadas na luz a desempenhar a condução da indústria e melhorar a vida tem recebido o apoio entusiástico do Conselho Executivo da UNESCO.

A proposta foi apresentada ao conselho da UNESCO na semana passada pelo  Companheiro Paul Buah-Bassuah da SPIE (Centro de Laser e Fibra Óptica da Universidade de Cape Coast) de Gana e representantes do México, da Federação Russa, e Nova Zelândia em nome de uma parceria global de mais de 40 sociedades científicas, academias e outras instituições, em colaboração com a UNESCO Internacional de Ciências Básicas do Programa (IBSP). SPIE, a "Sociedade Internacional de Óptica e Fotônica", é um membro da parceria.

A iniciativa IYOL - Ano Internacional da Luz está em desenvolvimento desde 2009, sob a liderança das Sociedades Europeias e de Física Africano . Com o apoio da UNESCO, os organizadores irá delinear actividades para 2015, juntamente com um pedido formal à Assembléia Geral das Nações Unidas.

"A ciência e a tecnologia de luz revolucionaram a medicina, abriram comunicação internacional através da Internet, e são fundamentais para que liguem os aspectos culturais, econômicos e políticos da sociedade global", disse Buah-Bassuah ao conselho. "Os avanços da ciência e da tecnologia de luz são cruciais para o desenvolvimento sustentável, preservação do património cultural, e as mudanças climáticas."

John Dudley presidente eleito da Sociedade Européia de Fisica (Université de Franche-Comté) elogiou o nível de envolvimento da SPIE e apoio no avanço da iniciativa, e disse que as atividades foram essenciais para o sucesso da iniciativa com a UNESCO.

"Com esta ação, junto a UNESCO na defesa da profunda importância da luz em cada faceta da vida", disse Eugene Arthurs - Diretor Executivo da SPIE - Sociedade Internacional de Óptica e Fotônica. A SPIE está trabalhando continuamente para aumentar a consciência da tecnologia fotônica, que cria muitos empregos de alto valor, suas inúmeras aplicações que já revolucionaram nosso mundo, e as futuras aplicações que vão resolver os problemas prementes em comunicações, saúde, alimentação e gestão da fonte de água, e outras áreas vitais. "

Arthurs cita como exemplos a iluminação mais barata movido a energia solar de estado sólido que veio substituir o querosene tóxico para uso interno em algumas regiões em desenvolvimento, sensoriamento remoto a partir do espaço que acompanha a saúde de culturas, grandes tempestades, e as fontes de água subterrânea, e os exames não invasivo na triagem de crianças lactentes com risco de vida ou problemas respiratórios e digestivos.


 Arthurs faz parte do conselho consultivo internacional para a Comissão de Coordenação do IYOL - Ano Internacional da Luz junto com o Presidente Eustace Dereniak (Universidade do Arizona) da SPIE , Ex-Presidente Imediato SPIE Katarina Svanberg (Lund University Hospital), e o membro da SPIE Maria Calvo (Universidad Complutense de Madrid). Angela Guzman (Florida Atlantic University) membro da SPIE e companheiro da  SPIE, Chris Dainty (Universidade Nacional da Irlanda) servem no comitê de direção.

SPIE é a sociedade internacional para óptica e fotônica, uma organização sem fins lucrativos fundada em 1955 para promover tecnologias baseadas na luz. A Sociedade atende a cerca de 225 mil eleitores de cerca de 150 países, oferecendo conferências, educação continuada, livros, revistas e uma biblioteca digital de apoio à troca de informação interdisciplinar, crescimento profissional, e precedentes patente. SPIE forneceu mais de $ 2,7 milhões em apoio a programas de educação e divulgação em 2011.

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Amy Nelson
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amy@spie.org
@ SPIEtweets




Faça Download do folheto em Inglẽs da proposta de 2015 Ano Internacional da Luz no link abaixo:




International Year of Light in 2015 to celebrate photonics-driven ‘revolution’




24 October 2012


The rainbow occupies a central place in cultures throughout the world, yet its beauty is even greater when the underlying science explaining its origin is appreciated -- making it a natural choice as a symbol for the International Year of Light, notes the initiative's prospectus (source of the photo above).



BELLINGHAM, Washington, USA -- A proposal to establish 2015 as the International Year of Light and raise awareness of the vital role light-based technologies play in driving industry and enhancing life has received enthusiastic support from the UNESCO Executive Board.

The proposal was introduced to the UNESCO board last week by SPIE Fellow Paul Buah-Bassuah (Laser and Fibre Optics Centre, University of Cape Coast) of Ghana and representatives from Mexico, the Russian Federation, and New Zealand on behalf of a global partnership of more than 40 scientific societies, academies, and other institutions, in collaboration with the UNESCO International Basic Sciences Programme (IBSP). SPIE, the international society for optics and photonics, is a member of the partnership.

The IYOL initiative has been in development since 2009 under the leadership of the European and African Physical Societies. With the UNESCO endorsement, organizers will outline activities for 2015 along with a formal request to the United Nations General Assembly.

"The science and technology of light have revolutionized medicine, have opened up international communication via the Internet, and are central to linking cultural, economic and political aspects of global society," Buah-Bassuah told the board. "Advances in light science and technology are crucial for sustainable development, preserving cultural heritage, and addressing climate change. "

European Physical Society President-Elect John Dudley (Université de Franche-Comté) praised SPIE's level of involvement and support in advancing the initiative, and said its activities were essential to the initiative's success with UNESCO.

"Through this action, UNESCO has joined in advocacy of the profound importance of light in every facet of life," said SPIE Executive Director Eugene Arthurs. "SPIE is continually working to raise awareness of photonics technology, the many high-value jobs it creates, its numerous applications that already have revolutionized our world, and future applications that will solve pressing problems in communications, healthcare, food and water source management, and other vital areas."

Arthurs cited as examples the inexpensive solar-powered solid-state lighting that has replaced toxic kerosene for indoor use in some developing regions, remote sensing from space that tracks crop health, major storms, and underground water sources, and non-invasive screening of infants for life-threatening breathing or digestive conditions.

Arthurs serves on the international advisory board for the IYOL Steering Committee along with SPIE President Eustace Dereniak (University of Arizona), SPIE Immediate Past President Katarina Svanberg (Lund University Hospital), and SPIE Fellow Maria Calvo (Universidad Complutense de Madrid). SPIE Member Angela Guzman (Florida Atlantic University) and SPIE Fellow Chris Dainty (National University of Ireland) serve on the steering committee.

SPIE is the international society for optics and photonics, a not-for-profit organization founded in 1955 to advance light-based technologies. The Society serves nearly 225,000 constituents from approximately 150 countries, offering conferences, continuing education, books, journals, and a digital library in support of interdisciplinary information exchange, professional growth, and patent precedent. SPIE provided over $2.7 million in support of education and outreach programs in 2011.

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domingo, 21 de outubro de 2012

Educação - Para formandos, faculdade é falha no preparo técnico

Empresas reclamam que o egresso do ensino superior não tem capacitação técnica nem comportamento adequado ao mercado





 Ocimara Balmant, de O Estado de S.Paulo

Apesar de o mercado alardear o "apagão de mão de obra", a cada ano mais gente recebe diploma de graduação e espalha currículo feito spam. Para entender essa incoerência à brasileira, uma pesquisa ouviu empregadores, egressos dos cursos superiores e instituições de ensino. A resposta é simples: como praticamente inexiste diálogo entre as empresas e a academia, a maioria dos formados não está apta a atender às expectativas de um contratante cada vez mais competitivo e exigente.

Um cenário que se mede pela própria percepção do egresso: apesar de a maior parte deles acreditar que finalizar um curso superior abre oportunidades de trabalho, 30% dizem que lhes falta conhecimento técnico.

"Isso nos sinaliza que ou as instituições não estão ensinando corretamente, ou dão ênfase ao que não é necessário", diz Thiago Rodrigues Pêgas, diretor do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), que encomendou a pesquisa em conjunto com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O levantamento, que funciona como um projeto-piloto, foi realizado na região de Campinas, área com predomínio de empresas mecânicas, de eletrônica, tecnologia, química e alimentícia. A ideia, agora, é aplicar o questionário em todo o Estado de São Paulo. "Mas essa amostra já indica que, se o País quiser mesmo figurar entre os maiores, precisamos aumentar esse diálogo. A indústria já percebe que somos parte da cadeia produtiva. Agora precisamos nos organizar para mudar a imagem que o setor produtivo tem da academia, de que é lenta e pouco afeita a mudanças", sintetiza Pegas.

Paliativo. Enquanto persiste a falta de sintonia, as grandes empresas utilizam-se de seus programas de trainee - tão disputados que chegam a ter mais de 500 candidatos por vaga - para pinçar seus profissionais. No Itaú, por exemplo, foram mais de 25 mil inscritos para as 87 vagas do processo de 2012.

"Como não existe uma faculdade para banco, o que a gente aproveita é o background matemático e a forma com que esse profissional raciocina. O restante, complementamos no programa", diz Marcele Correia, supervisora da área de pessoas. Na última turma, por exemplo, 36% são engenheiros. "Pode-se pensar, mas por qual razão engenheiros em banco? Vou aproveitar o raciocínio lógico, a forma de ele pensar os processos."

A lista de aprovados revela um outra faceta da seleção que também aparece na pesquisa: os programas de trainee recrutam majoritariamente os oriundos de universidades públicas e das instituições privadas mais conceituadas. Uma escolha que acontece até mesmo quando a análise do currículo não é a primeira fase do processo de seleção, como é o caso do próprio Itaú. Por lá, o local de formação só vem à tona na quarta etapa e, mesmo assim, é raro chegar até ali um candidato que não seja egresso dessas instituições.

"Existe um rankeamento baseado no mérito que economiza tempo do empregador. No mundo todo é assim. É uma forma de avaliar o talento, não é uma exclusão", avalia VanDick Silveira, presidente do Ibmec.

O mineiro Augusto Vilela, por exemplo, se formou em Administração na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diz que sua experiência de vida foi fundamental para ser trainee do Itaú. "Meus professores eram ótimos, mas muitos nunca tinham atuado no mercado. Ao perceber isso, fui buscar outras oportunidades. Trabalhei na empresa júnior da universidade e fiz dois programas de estágio."

Ele acredita que essa vivência fez com que se destacasse nas dinâmicas de grupo, quando demonstrou capacidade de resolver problemas, espírito de liderança e habilidade na gestão de pessoas. "Se tivesse ficado só na sala de aula, não teria desenvolvido essas competências."

Além do despreparo técnico, Karina Ude, gestora de recursos humanos da Bosch, diz que falta aos recém-formados um entendimento do mundo corporativo. "É um choque cultural. Esse profissional chega sem as competências comportamentais desenvolvidas. Não sabe como se portar em uma reunião."

Por isso, o programa de treinamento da multinacional alemã dura dois anos e, além da capacitação técnica, tem módulos focados em autoconhecimento e no alinhamento da cultura pessoal com a organizacional, com mentoria de executivos.

Solução. Para Francisco Almeida, um dos coordenadores da HSM, a distância entre mercado e academia é reflexo da tradição brasileira, que valoriza o professor pelo número de pesquisas e publicações e não se importa se muitos deles não têm experiência de mercado. "É só ver que, no lattes, um artigo publicado ocupa o mesmo espaço de uma experiência profissional."

Uma tradição que deve ser quebrada no curso de Administração da instituição, com previsão de lançamento em 2013 no Rio de Janeiro. Para a concepção do projeto, a instituição fez encontros com diretores de RH e estruturou um curso para atender às exigências técnicas e comportamentais do mercado.

Nos trabalhos em grupo, por exemplo, a avaliação do professor deve contemplar, além do conteúdo, a maneira como o aluno se expressa e o relacionamento com a equipe.

Outra estratégia simples, diz Pêgas, do Semesp, é repensar o comportamento paternal da universidades. "Se o aluno não entrega um trabalho no dia apropriado, o professor aceita no seguinte, porque um dia não interfere na qualidade do material. No ambiente corporativo não é assim. Não há essa tolerância." 

Sem isso, adverte, uma lógica perversa continuará a valer: a de que as empresas contratam por requisito técnico e demitem por mal comportamento.

Jornal O Estado de São Paulo

21 de outubro de 2012 | 23h 00
Olhe Tambem

Educação - Empresas criam as próprias universidades

Companhias investem em cursos de formação para atender à demanda do mercado por mão de obra cada vez mais qualificada 

 





Danielle Nogueira - O Globo
 
Com a crescente competitividade do mundo corporativo, muitas empresas não podem se dar ao luxo de esperar que o sistema educacional ofereça os melhores profissionais recém-saídos dos bancos escolares. Para suprir a demanda do mercado de trabalho e reter talentos, grandes corporações vêm investindo em estruturas de treinamento e formação de pessoal, as chamadas universidades corporativas.

Algumas dessas academias são voltadas exclusivamente para os funcionários; outras, abertas ao público. Mas o fato é que elas ocupam cada vez mais espaço nas empresas brasileiras e atravessam fronteiras, chegando a filiais no exterior.

Na Valer - braço da Vale para educação -, o leque de cursos é amplo. São 6.700 opções, divididas em dois grupos: o de educação continuada, voltado para os empregados; e os programas de fomento, direcionados ao público em geral. Nesta última modalidade estão o Programa Formação Profissional e o Programa de Especialização, destinados a aspirantes ao primeiro emprego na mineradora. Em média, o índice de aproveitamento é de 70%.

Só em 2011, a empresa treinou 57 mil pessoas no País, considerando todas as modalidades de treinamento, e investiu um total de R$ 68 milhões em educação. "A Valer nasceu da necessidade de mão de obra especializada, tanto em nível técnico, como motoristas para caminhões fora de estrada (usados nas minas), e em nível superior, caso das engenharias de minas e ferroviária. Estes são exemplos de cursos que tivemos de criar, pois simplesmente não existem no mercado", diz Desiê Ribeiro, gerente-geral de Educação e Desenvolvimento de Pessoas da Vale.

Tal carência de capacitação fez a Valer abrir as portas para quem não é funcionário. Nesse caso, as aulas são em período integral e os estudantes têm bolsa mensal de R$ 600 a R$ 4.300, dependendo no nível de formação. Esse modelo também é aplicado no exterior. Criada em 2003, a Valer tem 34 unidades no País, em Canadá, Suíça, Moçambique, Omã, Malásia e China.

Conhecimento. Votorantim e Petrobrás seguem um modelo distinto. Na primeira, o foco é a preparação de líderes, até mesmo fora do Brasil. Além das três bases em São Paulo, Peru, Colômbia, Argentina e Canadá contam com filiais da Academia de Excelência Votorantim. Elas são voltadas aos funcionários e à capacitação de fornecedores. Os cursos criam uma identidade global para a companhia e visam a alinhar processos e práticas corporativas, facilitando o diálogo e dando coesão às equipes. Desde seu lançamento, em 2006, a universidade da Votorantim já teve quase 25 mil participações. Em 2011, ela recebeu investimentos de R$ 5,7 milhões.

Na Universidade Petrobrás, as aulas são exclusivamente para funcionários, e todos os empregados concursados passam pelo menos uma vez pela instituição, para um curso de ambientação, que dura de 3 a 13 meses, dependendo da função que desempenharão na companhia.

Fora esse contato inicial com a universidade, parte deles é orientada a voltar para a sala de aula para aprimorar os conhecimentos. Os mais de mil cursos abrangem assuntos que vão desde tecnologias de exploração em alto-mar a estratégias de gestão de negócios. Eles são ministrados em duas unidades: em Salvador e no Rio, onde a universidade ocupa um prédio de oito andares, no centro.

Em um deles, a Estação SMS, os empregados aprendem normas de segurança e meio ambiente usando simuladores de terceira dimensão. "Temos pessoas com diferentes formações que desempenham a mesma função. Um dos objetivos da universidade é trazê-las para o mesmo nível", diz Juliano Loureiro, gerente de suporte à gestão da Universidade Petrobrás. "Além disso, ao criarmos uma estrutura própria, mantemos a cultura organizacional da empresa e preservamos o conhecimento."

Formação direcionada. Com dois mil docentes, entre professores fixos e funcionários designados como instrutores, a Universidade Petrobrás ganhou destaque na companhia no início dos anos 2000, quando a empresa voltou a admitir pessoal após longos anos sem concursos.

Este ano, seu orçamento é de cerca de R$ 200 milhões, acima dos R$ 185 milhões de 2011, quando a empresa registrou 82 mil participações - algumas pessoas participam em mais de um curso - em seus treinamentos.

Para o gestor de Parcerias e Soluções Corporativas do Ibmec, Antonio Carlos Kronemberger, as universidades corporativas vêm se fortalecendo porque as empresas perceberam que elas proporcionam uma melhor gestão do conhecimento e a preservação desse conhecimento nas corporações.

"As empresas pagavam MBAs e cursos de especialização para seus funcionários e, assim, retinham esses empregados enquanto eles faziam os cursos. Mas, ao mesmo tempo, estavam preparando os funcionários para o mercado. Era mais um plano de carreira pessoal do que um benefício para a organização. Nas universidades corporativas, o conhecimento é direcionado aos objetivos estratégicos das empresas", diz Kronemberger. 

A universidade corporativa da Ambev completa 17 anos em 2012, herança da Brahma. Os programas de treinamento são divididos em três eixos, entre eles liderança e cultura, que visa a ressaltar o comprometimento com a missão e a cultura da companhia, uma espécie de propagação do "jeito de ser Ambev".

Segundo a empresa, 95% das pessoas que ocupam cargos de gerência passaram pelos cursos. Em 2011, foram treinados mais de 42 mil funcionários e investidos R$ 27 milhões no programa. "Embora tenhamos cursos de nível técnico, damos especial atenção ao fomento da cultura da empresa", diz Fabiana Overrath, especialista em treinamento da Universidade Ambev.

Jornal O Estado de São Paulo

21 de outubro de 2012 | 23h 00 




 

Educação - Economia global demanda ensino personalizado



Para o especialista inglês David Albury, o aprendizado para atender às exigências atuais deve ser baseado em projetos práticos


Sergio Pompeu, de O Estado de S.Paulo
 

 

O século 20 acabou há quase 13 anos e em boa parte do mundo ainda se discute quais são as competências necessárias para o mercado de trabalho do século 21. Na verdade, no entender de muitos especialistas, a transição a ser feita é a do século 19 para o 21, porque o modelo atual ainda está mais ligado à formação padronizada de trabalhadores para fábricas, típica da Revolução Industrial, do que às exigências flexíveis da economia criativa.
Apesar das incertezas, o inglês David Albury acredita que o novo modelo passa por duas vertentes: ensino personalizado e aprendizado baseado em projetos práticos. Um dos criadores do Programa Global de Líderes da Educação (Gelp, na sigla em inglês), Albury conversou com jornalistas em São Paulo, em encontro organizado pelo Portal Porvir, dedicado à inovação em educação. Consultor de redes de ensino em 13 países - no Brasil, ele tem interlocutores nas Secretarias de Educação de São Paulo, Rio, Goiás e Pernambuco -, Albury falou das novas exigências do mercado de trabalho, de como atendê-las e de experiências bem-sucedidas.

Desafios. "Os desafios que sistemas de educação do mundo todo enfrentam hoje incluem as novas exigências do mercado de trabalho e da globalização. Os melhores empregos exigem capacidade de resolução de problemas práticos, facilidade para se comunicar e trabalhar em grupo, empreendedorismo e criatividade. Se eu pudesse deixar o currículo tradicional de lado e escolher duas habilidades que gostaria de ver nos estudantes, acho que seriam o apetite pelo conhecimento e a capacidade de ir atrás dele. Com elas, qualquer pessoa pode aprender qualquer coisa."
Busca. "Ninguém sabe exatamente como é o sistema ideal. Há três anos e meio, começamos a identificar características de um sistema capaz de equipar cada trabalhador com as habilidades cognitivas e comportamentais necessárias para ser bem-sucedido. Uma delas é a de que o aprendizado precisa ser personalizado. Sabemos pelas ciências cognitivas que as pessoas aprendem em ritmos diferentes. Mesmo assim, organizamos classes com base na idade, na premissa de que todos avançam num só ritmo. O aprendizado não será totalmente customizado, mas tem de atender a necessidades individuais em situações colaborativas, de resolução de problemas."
‘Desconectado’. "No celular posso acessar hoje mais conhecimento do que o melhor professor faria 20 ou 30 anos atrás - informação de múltiplas fontes, nem sempre confiáveis. Assim, é muito importante a capacidade de sintetizar, de avaliar se algo é confiável, de combinar dados. Lembro-me de conversar com garotos de 13, 14 anos em Vancouver sobre a experiência na escola. Um deles disse: ‘Quando vou à escola sinto como se estivesse sendo desconectado. Fora dela, tenho acesso a todo tipo de informação e meios de me comunicar com pessoas. Na escola, tem um professor, um livro e talvez um computador, geralmente pouco usado’. Outro disse: ‘A escola é o lugar que tranca o século 21 do lado de fora’. O futuro será do aprendizado a qualquer hora e lugar, não só na escola. Por isso, o professor não pode mais ser o portador do conhecimento, mas um facilitador do aprendizado. E o currículo precisa ser criado com base nos problemas do mundo real. Como dizer a um menino ou menina de uma área pobre de São Paulo: ‘Aprenda matemática por dez anos e aí você vai ver o quanto ela é útil e isso vai te ajudar a conseguir emprego’?"
San Diego. "Há vários bons exemplos de escolas inovadoras no mundo. Um de ensino baseado em projeto é o da High Tech High, em San Diego. Lá os alunos decidem o projeto em que vão trabalhar, não o professor. Cabe ao professor, além de ajudar a desenvolver o projeto, dar duas disciplinas por semestre. Um grupo pode decidir que vai construir um carro movido a energia solar capaz de navegar de um modo muito complexo. Esse é um projeto real, criado por alunos de 12 anos. As matérias do semestre eram matemática e estudos sociais. A tarefa do professor foi combinar o projeto com as habilidades e competências que os alunos precisavam desenvolver nas duas disciplinas. O currículo usa como ponto de partida o projeto. É um exemplo extremo, não acho que todo mundo deve seguir. Mas os alunos são selecionados por universidades como Harvard, Stanford, Yale e MIT, porque ficaram oito anos pesquisando, na perspectiva de resolução de problemas, juntando dados e fazendo gestão de projetos."
Nova York. "A iSchool é um exemplo de escola de transição, que usa o ensino misto (presencial e online) para dar mais liberdade ao professor. Ela parte do seguinte princípio: há uma série de conteúdos que testes nacionais ou estaduais exigem. Mas parte disso é monótona, então ela recorre ao online para acelerar a passagem pelo que é chato e concentra tempo no ensino baseado em projetos e personalizado. A diretora, Lisa Berger, diz que sua prioridade é ensinar aos estudantes coisas que eles ainda acharão úteis em 20 anos."
Hyderabad. "Nas últimas décadas, nós nos concentramos em aperfeiçoar escolas e professores, mas o engajamento da família é um fator tão importante quanto esses outros no processo de aprendizado. Em Hyderabad (capital do Estado indiano de Andhra Pradesh), um grupo de educadores começou a se debruçar sobre a questão de como engajar famílias em um lugar com alta incidência de trabalho infantil e onde pouco valor é atribuído ao ensino. Você pode ir a favelas lá onde 90, 100 crianças ficam sentadas no chão da sala. O meio que eles encontraram para mudar esse cenário foi juntar pais e professores na administração das escolas. Conseguiram resultados razoáveis em termos de engajamento e de criar uma cultura de valorização da educação."


Buraco no Muro. "Na Índia, há favelas e áreas rurais sem escolas. Como educar as crianças? Sugata Mitra (dono de uma fabricante de softwares) criou o projeto Buraco no Muro. Fez um computador robusto e o cimentou no muro da sua empresa para quem passasse usar. Meninos de uma favela próxima se interessaram, começaram a usar o computador. Alguns pegaram muito rápido e ensinaram aos outros como usar aquilo, desenvolvendo um conjunto de habilidades que tem aplicações na bioquímica, matemática e música. Mesmo nos lugares mais pobres que conheci, você consegue fazer estudantes aprenderem um com o outro."


Coreia do Sul. "Hoje, nenhum sistema público incentiva as habilidades exigidas para o crescimento econômico. A Coreia do Sul, que em dez anos saiu de posições intermediárias no Pisa (teste para alunos de 15 anos que avalia a capacidade de leitura e os conhecimentos em matemática e ciências) para o grupo de elite, está no Gelp. Os coreanos dizem: ‘Ficamos bons em ensinar como passar em testes, memorizando regras. Mas, quando confrontados com um novo problema ou com o desafio de montar um negócio, as pessoas não sabem o que fazer’. A maioria de nós não gostaria de copiar o modelo coreano. Muitas crianças ficam 10 horas na escola e ainda estudam 5, 6 horas em casa."


Finlândia. "Líder do Pisa, a Finlândia produziu um dos melhores sistemas de ensino público do século 20. Mas os próprios finlandeses, quando olharam as habilidades que serão necessárias em 10, 15 ou 50 anos, acharam que seu sistema talvez não seja completamente adequado: ‘É ótimo ficar em 1.º lugar no Pisa, mas este é o jogo errado, o que o Pisa está medindo não é o que as crianças precisam no século 21’. Um dos grandes segredos da Finlândia é o fato de que seus professores gostam de aprender. Se você fizer um seminário sobre ciências cognitivas, vão aparecer centenas de professores."


China. "Há dois anos, o presidente chinês, Hu Jintao, disse num discurso que muitos achavam que a China será um poder global produzindo bens e serviços a custo mais baixo que outros países. ‘Mas a China será um poder global liderando em inovação e criatividade.’ E ele disse que o motor dessa mudança tem de ser o sistema educacional. Funcionários do distrito de Chaoyang, em Pequim, nos procuraram. É um distrito, mas tem 4,5 milhões de pessoas, quase uma Finlândia. A China forma 250 mil graduados em moda por ano. Essas pessoas não vão ficar sentadas em máquinas de costura, fazendo roupas baratas."


Brasil. "Até por ser relativamente novo, o sistema tem algumas características, como a grande variação na qualidade do professorado. Outro motivo disso é o fato de que vocês formam milhares de professores todo ano, o que para mim é uma vantagem. Porque há uma coisa muito mais difícil que aprender, que é desaprender - desaprender a ser o portador do conhecimento, algo que muitos fazem há 20 anos. Isso é talvez mais difícil do que lidar com um novo professor, ainda que precisemos formá-lo. Reconheço os problemas do Brasil, mas vejo oportunidades. Também é importante dizer que nenhum modelo nasce perfeito. Alguns de nossos parceiros criaram laboratórios e incubadoras para testar coisas. Eu recomendaria ao Ministério da Educação trabalhar com um pequeno grupo de escolas, dando a elas apoio. Mesmo com vontade política, alinhando autoridades, construindo uma coalizão social, a transição vai levar pelo menos uma década. E não adianta o MEC achar que tem a resposta para tudo, com um grande modelo para todo o País. Haverá vários modelos. Mas acho que o Brasil vai inovar e achar o próprio caminho."


21 de outubro de 2012 | 23h 00


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domingo, 7 de outubro de 2012

CI Fotônico da VLC photonics


Circuitos Integrados Fotônicos - ópticos eletrônico  chegam ao mercado

Fotônica sob encomenda

Circuitos integrados ópticos chegam ao mercado
Os circuitos integrados fotônicos estrearão em aplicações específicas, sobretudo em telecomunicações. [Imagem: VLC Photonics]




A integração de componentes ópticos e eletrônicos tem feito reiteradas promessas de computadores mais rápidos e que aquecem menos.

Recentemente, pesquisadores alemães anunciaram finalmente que a interligação de chips por luz está pronta para a indústria.

Mas as novidades mais práticas não vieram dos grandes fabricantes, e sim de uma empresa emergente criada por pesquisadores da Universidade de Valência, na Espanha.

Pascual Muñoz e seus colegas não apenas fundaram a VLC Photonics, como já estão oferecendo serviços de projeto de chips integrando componentes eletrônicos e componentes ópticos, como lasers e fotodetectores.
"Tradicionalmente, fornecedores de componentes ópticos têm desenvolvido internamente os processos para otimizar a fabricação de dispositivos específicos, como lasers ou moduladores. O paradigma emergente das fabless opera com escritórios de projeto independentes que podem fornecer blocos genéricos para construir chips complexos por usuários externos," explica Muñoz.

Conceito fabless

O termo fabless - sem fábrica - é bem conhecido no setor da eletrônica, e refere-se a empresas que detêm o conhecimento, mas não as fábricas. Os chips projetados por essas empresas são então encomendados a grandes fábricas que prestam esses serviços.

"Nós agora podemos incorporar avançados sistemas ópticos, incluindo dezenas a centenas de dispositivos em um único chip, usando silício ou materiais mais exóticos, como fosfeto de índio," diz o pesquisador.

Segundo ele, já existem fábricas na Europa, nos EUA e em Cingapura com os equipamentos necessários para produzir os chips fotônicos que ele e seus colegas podem projetar.

Esse modelo de operação representa uma evolução natural da abordagem tradicional baseada em pesquisas, onde cada universidade ou centro de pesquisas empresarial precisa desenvolver seu próprio processo de fabricação proprietário.
Circuitos integrados ópticos chegam ao mercado
Os pesquisadores estão tirando proveito do paradigma de escritórios de projetos fabless. [Imagem: VLC Photonics]



Velocidade de comercialização

Um dos ganhos mais significativos dos escritórios de projetos e das fábricas mais flexíveis é a velocidade com que os resultados podem passar dos laboratórios para as fábricas, com as tecnologias desenvolvidas em cada centro de pesquisa podendo migrar mais rapidamente da academia para o mercado.

Segundo Muñoz, a integração optoeletrônica agora disponibilizada possibilitará levar ao mercado uma infinidade de circuitos integrados fotônicos, para as mais variadas aplicações, incluindo telecomunicações, sensores, biomedicina e também processamento de dados.


Redação do Site

 Inovação Tecnológica - 06/10/2012



VLC Photonics Applications Showcase Video

 

VLC PHOTONICS 

VLC Photonics S.L. constitution 

 

 

domingo, 30 de setembro de 2012

O DONO DA VERDADE - Arquiteto Vicente Bicudo



A VERDADE ESTÁ À MÃO DE TODOS, MUDANDO O MUNDO



Dos pergaminhos ao celular com internet e câmera




O DONO DA VERDADE

O governo é estruturado em três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Na democracia, por definição, o poder é emanado do povo, que os elege, exceto o judiciário que em geral é desvinculado da legitimidade democrática. O QUARTO PODER é a COMUNICAÇÃO. A verdade é um fato e sua transmissão terá tantas verdades quanto forem seus intérpretes. A transmissão oral antigamente se perdia no ar, a Escrita preserva a integridade da informação, que se metamorfoseia na transmissão. "Verba volant, scripta manent", do latim "A palavra voa e a escrita permanece".



A escrita tirou o homem da Pré-História iniciando a História. Através da Escrita é que foram estruturadas as coletividades da humanidade. O incêndio da biblioteca de Alexandria, no fim do reinado de Cleópatra, foi perda total de informações – eram obras únicas em papiros e pergaminhos. O que se conhece da Atlântida estava em texto de Platão. Boa parte da geometria plana ou Euclidiana conhecida até hoje, estava nos livros que Euclides escreveu, dos quais cinco nunca foram achados. O que eles continham?



Gutenberg em 1453 inventa a imprensa, com o que divulga multiplicando a informação. O que antes era privilégio de poucos com os pergaminhos ou papiros, a imprensa possibilitou o conhecimento por muitos simultaneamente.

Entre 1515 e 1517 Martinho Lutero publicou 95 teses nas quais protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo a reforma no catolicismo; do que gerou em 1521 a Reforma da Igreja Católica e nasceu o Protestantismo como propugnava João Calvino. O qual achava que eram tantas modificações que era mais lógico fundar uma nova Igreja católica.

O latim não era ensinado ao povo, que praticamente, não entendia o que era falado pelos padres e nem conseguia ler a Bíblia. A Igreja era a Dona da Verdade. A tradução da Bíblia do latim para o alemão: "Novo Testamento" em setembro de 1522, sem autorização eclesiástica, suplantou as anteriores pela sua difusão por meio da imprensa. Com apoio dos governos o Protestantismo atingiu a Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do leste europeu, principalmente os países bálticos e a Hungria, separando-os do poder da Igreja Católica Romana.

Sem a existência da imprensa aconteceu o Obscurantismo na Igreja Católica, que compreende a papisa Joana, que morreu como papa João XXIII, após dar a luz em público; as Cruzadas; Papa Sergio III; o processo contra Galileu e a Inquisição.



Foi a imprensa escrita o primeiro meio de comunicação de massas, influiu na Reforma da Igreja Católica; foi tribuna da República e do fim da Escravatura; e berço da Declaração dos Direitos Fundamentais do Homem.

Toda ditadura historicamente teve como principal opositor a imprensa escrita, Joaquim Nabuco, Adolfo Bloch, Niomar Moniz Sodré com o Correio da Manhã, e os versos no O Estado de São Paulo, são exemplos nacionais que têm de ser sempre lembrados às novas gerações.



Após a descoberta da eletricidade veio o telégrafo e o telefone, que pela primeira vez uniu o mundo com a notícia instantânea, porém servindo a poucos. A Guerra Fria com arsenais atômicos tinha como última barreira o telefone vermelho ligando a Casa Branca ao Kremlin. Em 1931, Getúlio inaugurou o Cristo Redentor ao ser iluminado por um sinal elétrico emitido na Itália por Marconi, o inventor do rádio. Em 1961, Gagarin emitiu a primeira voz do homem vindo do espaço pelo rádio: "a Terra é azul, ela é linda.".



O rádio democratizou a informação, atingindo as massas, mas controlado pelo Estado e na mão de poderosos. Em 1938 George Orson Welles produziu transmissão radiofônica "A Guerra dos Mundos", famosa mundialmente por provocar pânico nos ouvintes. Em tom jornalístico com sonoplastia, um exército de outro mundo desembarcava em nosso planeta.

A Segunda Grande Guerra foi acompanhada pelo mundo através do rádio. Os discursos de Hitler, o Repórter Esso, A Hora do Brasil, a BBC de Londres e a Voz da América. A história era entregue a todos pelo Rádio. Mas mil palavras não substituem uma imagem, e a história foi feita com fotografias de Henry Cartier Bresson, Robert Capa, vários fotógrafos e filmes documentários. A notícia imediata pelo rádio e a documentação histórica em fotos e cinema. "Se é foto é fato".

James Nachtwey na revista Time historiou guerras na Nicarágua, Líbano, Ruanda e Kosovo; ele se decidiu por essa profissão ao ver a foto de Nick Ut, da menina vietnamita incendiada por napalm.

José Saramago, único prêmio Nobel da língua portuguesa, escreveu o livro Terra, fartamente ilustrado com fotos do Brasil por Sebastião Salgado. 

Mas muitos mesmo são os livros e filmes que documentam a História.



A televisão ao vivo transmitiu ao Brasil Juscelino inaugurando Brasília e, anos depois, ao mundo a Descida do Homem na Lua.

A TV Globo fabricou um Caçador de Marajás, elegeu o presidente da República e o derrubou por impeachment.

O filme "Quarto Poder" de Costa Gravas, com John Travolta e Dustin Hoffman mostra como uma emissora de televisão, com editorações diferentes das mesmas reportagens, fabrica um herói e depois transforma-o em bandido. São leituras diferentes com meias verdades do mesmo fato, fabricadas conforme os interesses pessoais.



Documentários cinematográficos que revelam fatos importantes ocultados da opinião pública pelos órgãos e veículos de informação, exemplificando:



- Mera Coincidência, 1997. Dir. Barry Levinson.

- Corações e Mentes, de Peter Davis 1974, Oscar como melhor documentário.

- O Poder das Mulheres na Igreja, da BBC de Londres, exibido pelo History Channel, contando sobre a papisa João XXIII.

- JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar, 1991 de Oliver Stone. Ganhou dois Oscars.

- Jango, feito por seus filhos Denise e João Vicente Goulart, 1984, Dir. Silvio Tendler.

- Vídeo do Youtube provando que foi um míssil tipo Perkins e não um Boeing que atingiu o Pentágono no dia 11 de setembro,.



Foi a imprensa do governo Bush, concentrada na mão de poucos e poderosos, que divulgou duas mentiras para justificar a invasão do Iraque: que Sadan tinha armas para destruir o planeta e que sua morte pacificaria as etnias do país. A estréia do celular com câmera no Youtube escandalizou o mundo com as torturas de Abu Grabi e Guantánamo, alem de desmentir a existência no Iraque de qualquer arma ameaçadora ao mundo. Foi uma revolução, desacreditando o Controle da Opinião Pública, semente do Grande Irmão em 1984 de George Orwell; Sepultando politicamente um poderio econômico, substituindo-o por um professor universitário classe media e negro Barack Obama. A Internet na campanha eleitoral de Obama substituiu postulações do poder econômico e militar por proposições sociais de democratizar a saúde e a educação entre outras.



Nas prévias eleitorais, Hillary Clinton, mobilizando a mídia com alto custo, lotava ginásios com 2 mil pessoas. Enquanto Obama, pelo Twitter, Facebook e Youtube, enchia praças com mais de 10 mil pessoas a custos bem menores. Essas redes estão mudando nossas campanhas eleitorais.

O Brasil tem milhões de celulares equivalente a sua população. As redes de Blogs e Twitters revolucionaram as comunicações ao serem debates com participes ativos, ao contrário do rádio e televisão, que são monólogos aos passivos ouvintes e telespectadores. 
A crescente venda de computadores, lan houses e celulares com Internet têm no Brasil crescimento exponencial com uma quantidade de consumidores jamais conhecidas aqui. O acesso à verdade está na mão de todos. O comércio já é predominado pela Internet desde os veículos, eletrodomésticos, materiais para construção, escolha de empregos e até de parceiros sexuais.

Todos os principais jornais disponibilizam versão digital na internet, sendo que alguns outros como o Newsweek, The Economist, após essa transição extinguiram a forma impressa, aumentando a quantidade de leitores alcançáveis, com uma logística mais eficiente e a menor custo. Vários jornais impressos de empresas viraram sites e blogs com maior alcance a custos menores.
A Internet com notebooks sem fio, celular com câmera, smartphones, IPad  e tablets, todos filhos da REVOLUÇÃO FOTÔNICA, desnudou a mídia sendo seu maior onbudsman, está criando novos hábitos, eliminando falsas rivalidades, unindo pensamentos dos povos do mundo, construindo o escrito por McLuhan, iniciado pelo rádio e evoluído pela televisão: A ALDEIA GLOBAL.
A Primavera Árabe transitou e se desenvolveu pelos tablets e smartphones através das redes e mídias sociais, como: Twitter, Facebook e Youtube... Com revoluções na Tunísia e no Egito; guerra civil na Líbia e na Síria; protestos na Argélia, Bahrein, Djibuti, Iraque, Jordânia, Omã, Iémen, Kuwait, Líbano, Mauritânia, Marrocos, Arábia Saudita, Sudão e Saara Ocidental.

A democratização da verdade tem todos os riscos das liberdades democráticas. Daí a importância estratégica da educação, da verdade e dos meios de comunicação. Foi o mais brilhante aluno da Academia de West Point, o Gen. Westmoreland, que ao discutirem qual a arma que daria a vitoria na guerra do Vietnã, ele respondeu:  "Os Corações e as Mentes do Povo Vietnamita determinarão o destino do Vietnã.".

E assim foi. 



É a democratização da VERDADE, a mais consistente construção da PAZ. 




sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Educação - Mais sete escolas públicas de SP terão videoaulas da Khan Academy

Projeto da Fundação Lemann atingirá 1,2 mil alunos da capital e de Santo André

09 de agosto de 2012 | 20h 49


Patrícia Gomes, do Portal Porvir


Mal sabia Salman Khan, um físico formado pelo MIT, que as aulas despretensiosas de matemática que ele postava no Youtube para ajudar seus primos chegariam tão longe. Com vídeos curtos e simples, suas explicações ficaram tão populares na internet que ganharam o mundo. 

Agora, vídeos da Khan Academy traduzidos para o português estão chegando a mais de 1.200 alunos de escolas municipais de São Paulo e Santo André.

Curtos e simples, vídeos de Salman Khan foram traduzidos para o português - Jim Wilson/New York Times-4/12/2011
Jim Wilson/New York Times-4/12/2011

 Curtos e simples, vídeos de Salman Khan foram traduzidos para o português
A iniciativa, parceria da Fundação Lemann com a Khan Academy, reuniu os vídeos traduzidos e contextualizados para a realidade brasileira em uma ferramenta online. Desde o início do ano, o projeto vinha sendo testado em seis turmas de três escolas. A partir das próximas semanas, no entanto, ele será levado a mais sete instituições, num total de 45 turmas majoritariamente de 4.º e 5.º anos nas aulas de matemática. “A intenção é que, no futuro, isso possa se tornar uma política pública”, diz Daniela Caldeirinha, coordenadora de projetos da fundação, ao apresentar o Khan Academy na Sala de Aula para os professores que participarão do projeto durante capacitação ocorrida nesta quinta-feira, 9.

O primeiro passo em sala de aula, explica Daniela, é a criação de login e senha para que as crianças tenham acesso ao ambiente online, onde estão os vídeos e os exercícios. Enquanto os alunos exploram a ferramenta, o professor consegue acompanhar, em tempo real, o porcentual de acertos dos estudantes, o número de vezes que eles tentaram um exercício até conseguir chegar ao resultado correto e os vídeos que eles assistiram.

“O desempenho deles melhora muito e o raciocínio lógico também”, diz Angela Maria dos Santos, que dá aula na Emef Educandário Bom Duarte. A turma da professora estava entre as que receberam o projeto no início do ano e é composta por alunos vindos de famílias de baixa renda ou que moram na própria instituição. “Eles tinham muita dificuldade nas operações mais simples, como adição e subtração, e a ferramenta ajudou muito”, afirma.

Cada aluno da turma de Angela Maria que participa do projeto recebeu um laptop. “No dia em que fomos entregar o computador, a Angela começou a chamar os alunos por ordem alfabética para receber o computador. O primeiro aluno a receber, o Alex, foi aplaudido de pé pelos colegas”, conta Daniela, que estava na escola neste dia. A Fundação Lemann doa kits com cerca de 30 laptops – o número varia conforme a escola, mas é calculado para que cada aluno trabalhe com seu computador – às escolas participantes. Para facilitar o trabalho, a organização oferece também suporte técnico para tirar dúvidas ou dar assistência remota aos professores.

Além do apoio técnico e dos equipamentos, a fundação dá apoio pedagógico aos professores em reuniões semanais. Nesses encontros, são discutidas as estratégias a serem empregadas em sala de aula e discutidos os resultados. “Não existe um único jeito de trabalhar com a ferramenta”, frisa Daniela. Em alguns momentos, metade da turma vai estar no ambiente online, enquanto a outra metade está desenvolvendo outra atividade. Às vezes, toda a turma estará junta assistindo aos vídeos. Para fins de avaliação do projeto, a fundação sugere que metade das aulas de matemática contem com a ferramenta.

Ao fim de todas as aulas, a fundação pede que os professores entreguem um formulário de autoavaliação aos alunos. Nesse formulário, as crianças devem dizer se fizeram a atividade, se acharam fácil, se aprenderam e se podem ensinar a um colega. Essa última informação, diz Daniela, pode ajudar os professores a programarem agrupamentos de alunos e trabalhos em equipe para as próximas aulas. As turmas que participarem do projeto e algumas que não participam e formam um grupo de controle farão uma prova antes de o projeto ser implementado e outra ao final do ano letivo.


Jornal O Estado de São Paulo

09 de agosto de 2012 | 20h 49


Olhe uma das aulas de matemática da Khan Academy traduzidos para o português: